Escrito na lousa: A empresa pode pedir dados, mas só o necessário e para um fim claro

Seus dados no emprego
Trilha O código do trabalho
O formulário da vaga
O João, que entende de tecnologia, mostra ao Cinco o formulário de uma vaga.



Cinco, esse formulário pede religião, se eu tenho namorada e a senha das minhas redes sociais. Pode isso?
Não deveria, João. Pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), a empresa só pode pedir o que é necessário para a vaga, com um fim claro.
Dados sensíveis
O João quer entender por que religião é diferente.
E por que religião é pior que o meu endereço?
Porque é dado sensível, como saúde, origem racial e vida sexual. Pode levar a discriminação, então a proteção é ainda maior.
E senha de rede social ninguém precisa saber. Isso é vida privada.
Teste de gravidez é crime
A Bruna conta o que aconteceu com uma vizinha numa entrevista.
Pediram pra minha vizinha fazer teste de gravidez antes de contratar.
Isso é crime, Bruna, com pena de 1 a 2 anos. A lei proíbe exigir teste de gravidez ou de esterilização para contratar ou manter alguém no emprego.
O e-mail da empresa
O Lucas, aprendiz na loja, tem uma dúvida sobre o computador do trabalho.
Meu chefe pode ler o que eu escrevo no computador da loja?
O e-mail e o computador da empresa são ferramentas de trabalho. Para o TST (Tribunal Superior do Trabalho), a empresa pode fiscalizar, ainda mais se avisou.
Já o seu e-mail pessoal e a sua vida privada continuam protegidos. Por isso, assunto pessoal, só no seu celular.
Kit dos dados
O Professor Rodney fecha a conversa.
Rodney, resume a parte dos dados?
Empresa só pede o necessário e diz para quê. Dado sensível tem proteção maior. Teste de gravidez é crime. E ferramenta de trabalho pode ser fiscalizada.
Problema com os seus dados? Procure o sindicato, a Defensoria Pública ou um advogado de confiança.
O que a gente aprendeu
Seus dados contam a sua história. Só entregue o que é preciso, e pergunte para que serve.



Iniciativa social · para escolas
Leve esta conversa pra sua escola
O Rodney e o Cinco fazem palestras gratuitas sobre direitos para turmas da escola, com slides em quadrinho e a turma participando.

