Jornadas

Pré-visualização · Publicada

Fiz 18, e agora?

A semana em que você faz 18 anos: contrato, título de eleitor, grupo do celular, carona depois da festa, pressão da turma e abordagem da polícia. Você decide o que fazer e descobre o que a lei diz sobre cada escolha.

Ensino Médio · a partir de 16 anos · cerca de 30 minutos · 7 missões · revisar até 2027-04-18

Tema sensível

Objetivo da jornada: Aos 18, ganho liberdade e passo a responder sozinho pelos meus atos. Decidir bem é me informar antes e saber a quem recorrer.

Esta jornada é ficção educativa: as situações são simuladas e não substituem a orientação de um advogado ou da Defensoria Pública.

Jogar

Abertura · cenário rua-do-bairro

Abertura

Faltam poucos dias para os seus 18 anos. O Cinco e o Rodney vão acompanhar a sua semana.

  1. Missão 1 · cenário casa · tom leve · 3 min · mecânica escolha · IA prevista: variacao-de-fala, dica

    O dia do aniversário

    Objetivo: Sei que, aos 18, posso decidir sozinho os atos da vida civil e passo a responder pelo Código Penal como adulto.

    1. Cena · festa

      Bolo na mesa e a família reunida. A tia Neusa levanta o copo de suco pra fazer um brinde.

      • a tia Neusa (feliz): Agora é maior de idade! Pode tudo, ninguém manda mais em você!
      • Cinco (pensativo): Pode tudo? Hmm. Não é bem assim.
    2. Decisão · o-que-muda · pode virar votação da turma

      Na sua opinião, o que muda de verdade aos 18?

      1. A melhor · 10 pontos Posso decidir sozinho e passo a responder pelo que eu fizer.

        • Rodney (explicando): Isso. Aos 18 você pode assinar contratos e decidir a sua vida civil sozinho. E, se cometer um crime, responde pelo Código Penal como adulto.

        De onde vem isso: Código Civil (Lei 10.406/2002), Art. 5º, caput; Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 27

        segue para fim

      2. Equívoco comum · 0 pontos Muda que posso sair e chegar a hora que eu quiser.

        • Cinco (explicando): Isso é o de menos! O que muda mesmo é que agora você assina e decide sozinho, e responde por tudo isso.

        De onde vem isso: Código Civil (Lei 10.406/2002), Art. 5º, caput

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): O que é a maior mudança dos 18 anos?

        • Decidir sozinho e responder pelos meus atos. (certa)
        • Não precisar mais avisar a família.

        segue para fim

      3. Equívoco comum · 0 pontos Até os 21 ainda sou tratado como adolescente.

        • Rodney (preocupado): Não é assim. A regra especial pra adolescente vale até os 18. Depois disso, você responde pelo Código Penal como qualquer adulto.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 27; Código Civil (Lei 10.406/2002), Art. 5º, caput

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): A partir de quando você responde como adulto?

        • A partir dos 18 anos. (certa)
        • A partir dos 21 anos.

        segue para fim

    3. Aprendizado · fim

      Aos 18, você decide sozinho e responde sozinho. Liberdade e responsabilidade chegam juntas.

      Aula que aprofunda: Aos 18, a regra muda

  2. Missão 2 · cenário rua-do-bairro · tom leve · 4 min · mecânica escolha · IA prevista: variacao-de-fala, dica

    O crediário no seu nome

    Objetivo: Sei que contrato assinado é dívida minha e que meu nome só vai para cadastro de devedor depois de aviso por escrito.

    1. Cena · loja

      Na loja do bairro, o celular que você quer está em 18 parcelas.

      • o vendedor da loja (feliz): Agora que fez 18, já sai com ele hoje. É só assinar aqui embaixo, nem precisa ler.
    2. Decisão · assinar

      O contrato tem duas páginas de letra miúda. O que você faz?

      1. A melhor · 10 pontos Leio tudo, confiro o valor final e pergunto o que não entendi.

        • Rodney (feliz): Ótimo. Aos 18 você assina sozinho e responde pelo que assinou. Somar as parcelas antes mostra quanto o celular custa de verdade.

        De onde vem isso: Código Civil (Lei 10.406/2002), Art. 5º, caput

        Conquista: Leu antes de assinar

        segue para atraso

      2. Aceitável · 5 pontos Levo uma cópia pra casa e mostro pra alguém de confiança antes.

        • Cinco (feliz): Boa! Pensar com calma ajuda. Só lembra: quem assina e paga é você.

        segue para atraso

      3. Equívoco comum · 0 pontos Assino logo. Se apertar, meus pais pagam.

        • Rodney (preocupado): Aos 18, a dívida é sua, não dos seus pais. Você responde sozinho pelo contrato que assinou.

        De onde vem isso: Código Civil (Lei 10.406/2002), Art. 5º, caput

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Quem responde pelo contrato que você assinou aos 18?

        • Eu mesmo. (certa)
        • Os meus pais, até eu fazer 21.

        segue para atraso

    3. Cena · atraso

      Três meses depois, uma parcela atrasou. Chega uma carta avisando que o seu nome vai para um cadastro de devedores.

      • Cinco (preocupado): Eita. E agora, o que fazer com esse aviso?
    4. Decisão · aviso

      O que você faz com a carta?

      1. A melhor · 10 pontos Confiro a dívida e procuro a loja para negociar antes do prazo.

        • Rodney (explicando): Boa. Pelo Código de Defesa do Consumidor, você tem que ser avisado por escrito antes. Esse aviso é a sua chance de resolver.

        De onde vem isso: Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), Art. 43, caput e §§ 1º a 3º

        Conquista: Foi atrás da informação

        segue para fim

      2. Equívoco comum · 0 pontos Ignoro. Nome sujo some sozinho em poucos meses.

        • Cinco (preocupado): Não some tão rápido! A informação negativa pode ficar no cadastro por até cinco anos e atrapalhar outras compras.

        De onde vem isso: Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), Art. 43, caput e §§ 1º a 3º

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Pra que serve o aviso por escrito?

        • Pra eu saber antes e ter a chance de resolver. (certa)
        • Pra nada: é só uma formalidade da loja.

        segue para fim

    5. Aprendizado · fim

      Contrato assinado é compromisso seu. Ler antes protege, e o aviso de cobrança é a hora de resolver.

  3. Missão 3 · cenário escola · tom leve · 4 min · mecânica escolha · IA prevista: dica

    Título de eleitor e serviço militar

    Objetivo: Sei que votar é obrigatório dos 18 aos 70 anos e que quem não vota nem justifica paga multa e enfrenta restrições.

    1. Cena · intervalo

      No intervalo, a Bruna mostra o título de eleitor que tirou aos 16.

      • Bruna (feliz): Eu tirei o meu com 16, porque quis. E você, que fez 18, já tirou o seu?
    2. Decisão · titulo · pode virar votação da turma

      Você ainda não tem título de eleitor. O que faz?

      1. A melhor · 10 pontos Tiro agora. Dos 18 aos 70, votar é obrigatório.

        • Rodney (explicando): Isso. E o seu voto tem o mesmo peso que o de qualquer pessoa. O serviço militar também é obrigatório, nos termos da lei: os rapazes precisam se informar.

        De onde vem isso: Constituição Federal de 1988, Art. 14, caput e § 1º; Constituição Federal de 1988, Arts. 143 e 145

        Conquista: Cidadão em dia

        segue para fim

      2. Aceitável · 5 pontos Tiro o título, e se faltar a uma eleição, eu justifico.

        • Bruna (explicando): Justificar resolve, sim. Só não pode deixar passar o prazo, senão vira multa.

        De onde vem isso: Código Eleitoral (Lei 4.737/1965), Art. 7º

        segue para fim

      3. Equívoco comum · 0 pontos Não tiro. Não votar não dá nada.

        • Rodney (preocupado): Dá, sim. Quem não vota e não justifica paga multa e pode ter dificuldade pra tirar passaporte ou fazer concurso público.

        De onde vem isso: Constituição Federal de 1988, Art. 14, caput e § 1º; Código Eleitoral (Lei 4.737/1965), Art. 7º

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): O que acontece com quem não vota e não justifica?

        • Paga multa e enfrenta restrições até regularizar. (certa)
        • Nada, o voto é só pra quem quer.

        segue para fim

    3. Aprendizado · fim

      Aos 18, votar vira dever. Tirar o título e votar, ou justificar no prazo, deixa você em dia.

      Aula que aprofunda: Cidadão tem voz e tem dever

  4. Missão 4 · cenário escola · tom sobrio · 5 min · mecânica escolha

    O grupo do celular

    Objetivo: Sei que repassar mentira sobre alguém, ofender e espalhar foto íntima sem consentimento são crimes, e que dá pra proteger quem foi exposto.

    Tema sensível Intimidade e consentimento

    Aviso na entrada: Esta missão fala de foto íntima espalhada sem consentimento. Nada é mostrado: o foco é como não piorar e como proteger quem foi exposto.

    Neste trecho a escolha em si não dá pontos, só a compreensão e a reflexão.

    1. Cena · boato

      No grupo da turma, o Caio manda uma mensagem sobre um colega.

      • o Caio, colega da sala (curioso): Gente, espalha aí que foi ele que pegou o celular da professora. Ninguém viu, mas é a cara dele.
    2. Decisão · repassar-boato · pode virar votação da turma

      O que você faz com essa mensagem?

      1. A melhor · 10 pontos Não repasso e digo no grupo que não dá pra acusar sem prova.

        • Cinco (explicando): Boa! Dizer que alguém cometeu um crime, sem ser verdade, é calúnia. E quem repassa sabendo que é mentira responde igual.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Arts. 138 a 140

        segue para foto

      2. Equívoco comum · 0 pontos Repasso. Não fui eu que inventei.

        • Rodney (sobrio): Repassar também conta. Quem espalha uma acusação falsa sabendo que é mentira responde com a mesma pena de quem inventou.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Arts. 138 a 140

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Por que repassar o boato foi um erro?

        • Porque quem repassa mentira sabendo responde igual a quem inventou. (certa)
        • Porque só é crime se for dito pessoalmente.

        segue para foto

    3. Cena · foto

      Mais tarde, o Caio manda no grupo uma foto íntima de uma colega da sala, tirada sem ela saber.

      • o Caio, colega da sala (neutro): Olha isso! Manda pra todo mundo, vai ser a zoeira da semana.
      • Cinco (alerta): Isso é muito sério. Pensa bem no que você vai fazer agora.
    4. Decisão · repassar-foto

      A foto está no seu celular. O que você faz?

      1. A melhor · 10 pontos Não repasso, apago, aviso a colega e denuncio a postagem na plataforma.

        • Rodney (sobrio): É o caminho certo. Quem aparece pode pedir pra plataforma tirar do ar, e a plataforma que demora depois do aviso também responde.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 218-C; Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet), Art. 21

        segue para fim

      2. Aceitável · 5 pontos Não repasso e saio do grupo.

        • Cinco (pensativo): Não repassar já evita um crime. Mas a colega continua exposta. Avisar e denunciar ajudaria ela de verdade.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 218-C

        segue para fim

      3. Risco · 0 pontos Mando só pro meu melhor amigo. Não fui eu que tirei.

        • Rodney (sobrio): Repassar pra uma só pessoa já é crime, com pena de quatro a dez anos. Se quem aparece tem menos de 18, é ainda mais grave.

        De onde vem isso: Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 218-C; Lei nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), Arts. 240, 241-A, 241-B e 241-E

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Mandar pra uma pessoa só muda alguma coisa?

        • Não: repassar sem consentimento já é crime. (certa)
        • Muda: só é crime se postar pra muita gente.

        segue para fim

    5. Aprendizado · fim

      No celular, a lei vale igual. Não repassar, apagar e ajudar a tirar do ar protege quem foi exposto.

      Aula que aprofunda: Intimidade e consentimento

  5. Missão 5 · cenário rua-do-bairro · tom sobrio · 5 min · mecânica escolha

    A volta da festa

    Objetivo: Sei que dirigir depois de beber, dirigir sem habilitação e fazer racha são crimes, e que fazer 18 não basta para dirigir.

    Tema sensível Álcool e drogas

    Aviso na entrada: Esta missão fala de bebida alcoólica e direção. O foco é voltar pra casa em segurança.

    Neste trecho a escolha em si não dá pontos, só a compreensão e a reflexão.

    1. Cena · saida

      A festa acabou tarde. O primo do dono da festa bebeu a noite toda e balança a chave do carro.

      • o primo do dono da festa (feliz): Bora que eu te deixo em casa! Tomei umas cervejas, mas tô de boa.
    2. Decisão · carona

      Como você volta pra casa?

      1. A melhor · 10 pontos Não vou com quem bebeu. Volto com alguém que não bebeu ou chamo um transporte.

        • Cinco (feliz): Escolha certa! Dirigir com álcool no corpo é crime, e você não precisa correr esse risco junto.

        De onde vem isso: Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), Art. 306

        segue para volta

      2. Risco · 0 pontos Vou com ele. É perto e ele disse que está bem.

        • Rodney (sobrio): Dirigir com a capacidade alterada pelo álcool é crime, mesmo perto de casa. E quem vai junto corre o mesmo risco de acidente.

        De onde vem isso: Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), Art. 306

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Dizer que está bem resolve?

        • Não: o álcool altera os reflexos mesmo quando a pessoa se sente bem. (certa)
        • Resolve, se for um caminho curto.

        segue para volta

      3. Risco · 0 pontos Eu dirijo o carro dele. Fiz 18, já posso.

        • Rodney (sobrio): Fazer 18 é só um dos requisitos: sem habilitação, dirigir gerando perigo é crime. E quem entrega o carro a você também comete crime.

        De onde vem isso: Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), Arts. 140, 309 e 310

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): O que falta pra dirigir depois dos 18?

        • Passar nos exames e tirar a habilitação. (certa)
        • Nada: aos 18 qualquer pessoa pode dirigir.

        segue para volta

    3. Cena · volta

      No caminho, você está no carro do Diego, que não bebeu. No semáforo, um carro encosta e acelera alto.

      • o Diego, irmão de um amigo (curioso): Ih, tão chamando pra um racha. Rua vazia... vou ou não vou?
    4. Decisão · racha

      O Diego pede a sua opinião. O que você diz?

      1. A melhor · 10 pontos Peço pra não aceitar. Racha é crime e põe todo mundo em risco.

        • Cinco (explicando): Isso! Racha na rua é crime, com pena de seis meses a três anos, e a pena sobe muito se alguém se machuca.

        De onde vem isso: Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), Art. 308

        segue para fim

      2. Risco · 0 pontos Só uma arrancada rapidinha, não tem ninguém na rua.

        • Rodney (sobrio): Rua vazia não muda a regra. Disputa na rua, sem autorização e pondo pessoas em risco, é crime. Se alguém se fere, a pena vai de três a seis anos.

        De onde vem isso: Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), Art. 308

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Por que a rua vazia não torna o racha permitido?

        • Porque a disputa na rua já põe pessoas em risco e é crime. (certa)
        • Torna, sim: só é crime com a rua cheia.

        segue para fim

    5. Aprendizado · fim

      Quem bebeu não dirige, quem não tem habilitação não dirige, e rua não é pista. Voltar bem é o que importa.

      • Cinco (feliz): Combinar a volta antes da festa evita quase todos esses problemas.

      Aula que aprofunda: Trânsito: carro não é brinquedo

  6. Missão 6 · cenário rua-do-bairro · tom sobrio · 4 min · mecânica escolha

    O favor do conhecido

    Objetivo: Sei que guardar droga para outra pessoa, mesmo de graça, é tráfico, e que dizer não é um direito meu.

    Tema sensível Álcool e drogas

    Aviso na entrada: Esta missão fala de drogas e da pressão do grupo. O foco é o que a lei diz e como sair da situação.

    Neste trecho a escolha em si não dá pontos, só a compreensão e a reflexão.

    1. Cena · pedido

      Na esquina, um conhecido da turma chega com uma mochila e fala baixo.

      • um conhecido da turma (curioso): Guarda essa mochila pra mim até amanhã? Tem umas coisas aí que eu não posso levar pra casa. É só um favor.
      • Cinco (alerta): Hmm. Coisas que ele não pode levar pra casa? Isso não parece bom.
    2. Decisão · favor · pode virar votação da turma

      Você desconfia que tem droga na mochila. O que faz?

      1. A melhor · 10 pontos Não guardo nada de ninguém e saio dali.

        • Rodney (explicando): Decisão firme e certa. Guardar droga para outra pessoa, mesmo de graça, é tráfico. Dizer não protege você.

        De onde vem isso: Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), Art. 33

        segue para fim

      2. Risco · 0 pontos Guardo. É só um favor, e a mochila nem é minha.

        • Rodney (sobrio): A lei não pergunta de quem é. Guardar droga, mesmo de graça, é tráfico, com pena de cinco a quinze anos. Quem ajuda também responde.

        De onde vem isso: Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), Art. 33; Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), Art. 29

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Por que guardar a mochila é tão grave?

        • Porque guardar droga, mesmo de outra pessoa e de graça, é tráfico. (certa)
        • Não é grave: só é tráfico quando há venda.

        segue para fim

      3. Equívoco comum · 0 pontos Não guardo a mochila, mas aceito um pouco pra usar depois.

        • Rodney (sobrio): Para uso próprio, a lei não prende, mas continua proibido: há advertência, serviço à comunidade ou curso. E é o juiz que decide se era uso ou venda.

        De onde vem isso: Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), Art. 28

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Quem decide se a droga era para uso ou para venda?

        • O juiz, olhando a quantidade e as circunstâncias. (certa)
        • A própria pessoa, dizendo que era para uso.

        segue para fim

    3. Aprendizado · fim

      Guardar droga de alguém, mesmo de favor, é tráfico. Dizer não e sair dali é se proteger.

      • Cinco (explicando): Amigo de verdade não pede pra você correr esse risco.

      Aula que aprofunda: Drogas: o limite fino

  7. Missão 7 · cenário rua-policia · tom sobrio · 5 min · mecânica escolha · IA prevista: dica

    Se a polícia parar a turma

    Objetivo: Sei como agir numa abordagem policial e quais são os direitos de quem é levado à delegacia.

    1. Cena · abordagem

      Voltando da escola com a turma, uma viatura para do lado de vocês.

      • o policial (neutro): Boa tarde. Abordagem de rotina. Todo mundo com as mãos à vista, por favor.
    2. Decisão · como-agir

      Como você age na abordagem?

      1. A melhor · 10 pontos Fico calmo, deixo as mãos à vista e mostro o documento quando pedirem.

        • Cinco (explicando): Isso. Calma e mãos à vista evitam mal-entendido. Se algo parecer errado, guarde os detalhes pra contar depois.

        segue para delegacia

      2. Risco · 0 pontos Saio correndo. Não fiz nada, mas vai que dá problema.

        • Rodney (sobrio): Correr transforma uma abordagem de rotina numa situação de perigo pra você. Ficar parado e calmo é o que protege.

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Por que correr é a pior escolha?

        • Porque cria perigo e pode parecer culpa, mesmo sem ter feito nada. (certa)
        • Porque correr dá multa.

        segue para delegacia

      3. Equívoco comum · 0 pontos Discuto alto e filmo na cara do policial.

        • Cinco (preocupado): Bater boca só esquenta a situação. Se você acha que algo está errado, fique calmo e anote nome, viatura e horário.

        segue para delegacia

    3. Cena · delegacia

      Um colega da turma, que estava com uma mochila de outra pessoa, é levado para a delegacia.

      • Cinco (preocupado): E agora? Dá pra fazer alguma coisa por ele?
    4. Decisão · ajudar

      O que você faz pelo colega?

      1. A melhor · 10 pontos Aviso a família dele e digo que ele tem direito a advogado ou à Defensoria Pública.

        • Rodney (explicando): Perfeito. A família tem que ser avisada da prisão. E quem não pode pagar advogado tem direito à Defensoria Pública, de graça.

        De onde vem isso: Constituição Federal de 1988, Art. 5º, LXII, LXIV, LXV e LXVI; Constituição Federal de 1988, Art. 5º, LXXIV, e Art. 134

        Conquista: Usou o serviço certo

        segue para fim

      2. Aceitável · 5 pontos Lembro que ele pode ficar calado até falar com um advogado.

        • Rodney (explicando): Verdade: ficar calado é um direito e não pode ser usado contra ele. Avisar a família também ajuda muito.

        De onde vem isso: Constituição Federal de 1988, Art. 5º, LVII, LXI e LXIII

        segue para fim

      3. Equívoco comum · 0 pontos Não dá pra fazer nada. Quem é levado já é culpado.

        • Rodney (sobrio): Não é assim. Ninguém é culpado antes de uma decisão definitiva da Justiça. E quem é preso tem direitos desde o primeiro momento.

        De onde vem isso: Constituição Federal de 1988, Art. 5º, LVII, LXI e LXIII

        Segunda reflexão (acertar devolve 3 pontos): Ser levado à delegacia quer dizer que a pessoa é culpada?

        • Não: ninguém é culpado antes da decisão definitiva da Justiça. (certa)
        • Sim: se foi levado, é culpado.

        segue para fim

    5. Aprendizado · fim

      Na abordagem, calma e mãos à vista. Se alguém for levado, a família é avisada e há direito a advogado ou Defensoria Pública.

      Aula que aprofunda: Se a polícia chegar

Fechamento

Aos 18, ganho liberdade e passo a responder sozinho pelos meus atos. Decidir bem é me informar antes e saber a quem recorrer.

Política de jogo

Pontos, conquistas e objetivos

Pontos de cidadania por escolha: a melhor 10, aceitável 5, equívoco comum 0, risco 0. Segunda reflexão certa: 3. Conferir a base legal dá a carta do caderno de direitos, sem pontos.

Objetivos opcionais: Conferir a base legal de todas as consequências.

Caderno de direitos

As cartas desta jornada

Recorte

Escopo da jornada

Cidadania e a passagem de adolescente para jovem adulto: o que muda aos 18 (maioridade civil e penal), contratos e o nome nos cadastros, voto e serviço militar, crimes na internet e a foto íntima espalhada, trânsito e bebida, drogas e a pressão do grupo, e os direitos numa abordagem policial.